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The Sinking City 2: Análise de Desempenho no PC: O que o Unreal Engine 5.8 Trouxe?

The Sinking City 2 chegou aos jogadores como o novo título da Frogwares que leva sua série de atmosfera sombria ao PC sobre UE5.8, a versão mais recente da Unreal Engine 5. O mundo enevoado e mal iluminado do jogo agora é construído com um pipeline de renderização muito mais moderno; isso traz tanto curiosidade quanto alguns pontos de interrogação no lado técnico. O problema de stutter (travamentos), quase uma tradição em jogos de Unreal Engine 5, e a carga que a pesada iluminação Lumen impõe ao hardware estão entre os primeiros pontos a observar neste título. Neste artigo, analisamos de forma organizada o desempenho do jogo no PC, as opções de configuração, os principais problemas visuais e o que esperar em diferentes placas de vídeo.

Configuração de teste: como as medições foram feitas?

Nas medições, foram usados o processador AMD Ryzen 9 7950X3D, 32 GB de memória DDR5 rodando a 6000 MHz e sistema operacional Windows 10 64 bits. Do lado das placas de vídeo, há uma variedade bem ampla: no lado AMD, Radeon RX 6900XT, RX 7900XTX e RX 9070XT; no lado NVIDIA, RTX 2080Ti, RTX 3080, RTX 4090, RTX 5080 e RTX 5090. Como drivers, foram escolhidos GeForce 610.88 e Radeon Adrenalin Edition 26.7.1. Essa seleção permite ver como placas de algumas gerações atrás e as mais recentes se comportam na mesma cena.

Como o jogo não tem ferramenta de benchmark própria, as medições foram feitas manualmente em uma cena exigente encontrada nos capítulos iniciais. A cena em questão inclui um trecho com alta densidade de efeitos, que sobrecarrega tanto a CPU quanto a placa de vídeo. Escolher uma cena assim faz sentido: em vez de uma ferramenta de teste sintético, um trecho retirado da jogabilidade real reflete melhor a carga que o jogador realmente enfrentará. Ainda assim, é preciso lembrar que medições feitas em uma única cena não traçam um quadro definitivo do jogo inteiro; em ambientes internos mais leves ou seções mais calmas, os resultados podem ser diferentes.

Configurações gráficas e situação atual do suporte a FSR

Configurações gráficas e situação atual do suporte a FSR

No jogo, há várias configurações gráficas que o jogador pode ajustar: View Distance, Effects, Textures, Global Illumination e Reflections estão entre as principais. Ou seja, não existem apenas presets de qualidade, mas também a possibilidade de ajuste fino individual; isso é uma flexibilidade importante para jogadores com hardwares diferentes. Como a maior parte das opções afeta diretamente a taxa de quadros, para quem joga com uma placa intermediária as opções que provavelmente farão mais diferença serão Global Illumination e Reflections.

O interessante é que, embora o menu de configurações pareça indicar suporte a AMD FSR, atualmente o jogo não tem suporte a FSR. O título só oferece suporte a NVIDIA DLSS 4.5, e ainda com o recurso Multi-Frame Gen. Segundo a Frogwares, o motivo é que a AMD ainda não lançou o plugin necessário para Unreal Engine 5.8; quando isso acontecer, o suporte a FSR também será adicionado ao jogo. Ou seja, aqui não se trata tanto de uma negligência da desenvolvedora, mas de um atraso no cronograma de um plugin do lado da engine.

Essa situação é especialmente irritante para usuários AMD, porque, em um jogo com iluminação Lumen pesada, a tecnologia de upscaling é a maneira mais prática de recuperar a taxa de quadros. Do lado NVIDIA, como DLSS 4.5 e a geração de múltiplos quadros podem entrar em ação, as placas RTX de nova geração obtêm uma vantagem considerável. Já os donos de AMD, por enquanto, precisam jogar em resolução nativa ou esperar a chegada do plugin FSR. Esse é um detalhe importante o suficiente para influenciar a decisão de compra no período de lançamento do jogo.

Lado da CPU: seis núcleos bastam, sem travamentos

Lado da CPU: seis núcleos bastam, sem travamentos

O jogo aparentemente aproveita 6 núcleos/threads. Esse é um nível razoável para títulos modernos; em processadores com mais núcleos, em vez de esperar desempenho extra, a força de um único núcleo e o cache se tornam mais determinantes. De fato, em 1080p/Ultra, até uma RTX 5090 pode ser limitada pelo Ryzen 9 7950X3D; ou seja, nessa resolução, muitas vezes o limite não é imposto pela placa de vídeo, mas pela CPU. Isso mostra que o jogo não é leve no lado da CPU, mas também não é exageradamente pesado.

O ponto realmente notável é que não houve travamentos. Mesmo em um sistema simulado de dois núcleos, o jogo rodou sem engasgos; esse não é um cenário muito comum em títulos de Unreal Engine 5. Além disso, esse resultado representa uma melhoria significativa em relação à versão demo do jogo: na demo, havia travamentos ao explorar o ambiente. Como os congelamentos repentinos vistos nas primeiras horas por causa de shaders compilados em segundo plano se tornaram quase uma tradição em jogos de Unreal Engine 5, o fato de isso ter desaparecido na versão final é um ponto bastante positivo.

Ainda assim, é preciso interpretar esses resultados com base em uma única cena. Se, em capítulos mais avançados, surgirem áreas mais movimentadas, mais atores de inteligência artificial ou densidades de efeitos diferentes, o quadro pode mudar. Mas as medições atuais mostram que houve um esforço considerável na otimização em comparação com o período da demo.

Desempenho da placa de vídeo por resolução

Desempenho da placa de vídeo por resolução

Em 1080p/Ultra, a maior parte das placas testadas consegue ultrapassar 60 FPS. Até uma placa como a RTX 3080 oferece uma experiência fluida; claro que, aqui, usar um monitor com suporte a G-Sync deixa a experiência bem mais confortável. Ou seja, para jogadores com uma placa de nível médio-alto, o jogo permanece jogável em 1080p.

Em 1440p/Ultra, as cinco melhores placas conseguem proporcionar uma experiência constante de 60 FPS. Isso sugere que 1440p ainda é o ponto ideal para este jogo: há um equilíbrio razoável entre alta resolução e taxa de quadros aceitável. É claro que a expressão "60 FPS constante" aqui não significa que não ocorrerão pequenas oscilações conforme a densidade da cena; mas o quadro geral é estável.

  • 1080p/Ultra: A maioria das placas testadas fica acima de 60 FPS; a RTX 3080 oferece uma experiência fluida com G-Sync.
  • 1440p/Ultra: As cinco melhores placas de vídeo ficam no nível constante de 60 FPS.
  • 4K nativo/Ultra: A única placa capaz de ultrapassar 60 FPS é a RTX 5090.

Quando chegamos às configurações 4K nativo/Ultra, as coisas ficam difíceis: a única placa de vídeo capaz de ultrapassar 60 FPS foi a RTX 5090. Isso significa que, para jogadores que miram 4K, uma tecnologia de upscaling como DLSS se torna quase obrigatória. Como não há FSR do lado AMD, quem joga em 4K com uma placa AMD enfrenta, por enquanto, um cenário bastante difícil.

A diferença entre a demo e a versão final também é notável: na mesma cena, a RTX 5090 oscilava entre 55-62 FPS na demo, enquanto na versão final ela fica sempre acima de 60 FPS. Esse é um ganho visível em relação à versão pré-lançamento e mostra que o trabalho de otimização deu resultado.

Falhas visuais: ghosting e artefatos do Lumen

Infelizmente, as boas notícias do lado do desempenho não se refletem da mesma forma na qualidade de imagem. Há problemas evidentes de ghosting e trailing em folhas caindo. O lado irritante desse problema é que ele pode aparecer não só com a tecnologia de upscaling ativada, mas também em resolução nativa e com o upscaler desligado.

Do lado do Lumen também há artefatos sérios. Especialmente em reflexos de espelho, a imagem fica cheia de artefatos e parece completamente corrompida. Como os reflexos do Lumen geralmente são calculados em baixa resolução e dependem de uma etapa de remoção de ruído, esse tipo de degradação é comum em cenas em movimento; no entanto, aqui o problema se manifesta até nas configurações Máximas.

Esse tipo de falha é ainda mais irritante em um título que investe em sua atmosfera. Em um jogo que trabalha com ambientes enevoados, com reflexos e mal iluminados, reflexos de espelho corrompidos podem ser uma distração. Ainda assim, é possível amenizar parte desses problemas com atualizações do lado da engine ou soluções da comunidade; afinal, em jogos de Unreal Engine, intervir na qualidade de imagem geralmente está nas mãos do jogador.

A questão das configurações Máximas bloqueadas

Uma alegação que se destaca na análise é que os desenvolvedores teriam bloqueado de propósito as configurações Máximas do jogo. Essa é uma abordagem vista em outros títulos que usam Unreal Engine 5. A justificativa é bem simples: jogadores podem abrir todas as configurações ao máximo e depois reclamar que o desempenho está ruim; para evitar isso, os estúdios mantêm o limite superior em um nível definido por eles.

A desvantagem dessa abordagem fica clara neste jogo: até nas configurações Máximas/Ultra surgem artefatos visuais. Ou seja, por mais forte que seja o hardware do jogador, ele não consegue resolver esses problemas aumentando a qualidade de imagem. Essa é uma situação que não atende à expectativa de que hardware superior equivale a uma imagem mais limpa.

A boa notícia é que, como o jogo é baseado em Unreal Engine 5, jogadores de PC podem tentar melhorar a qualidade de imagem por meio do arquivo Engine.ini ou com mods. Embora esse tipo de intervenção nem sempre seja livre de problemas, ajustes finos publicados pela comunidade podem surgir rapidamente. Ou seja, teoricamente é possível amenizar parte dos problemas visuais sem esperar por um patch oficial.

Conclusão: quem deve esperar o quê, com qual placa?

Olhando para o quadro geral, The Sinking City 2 está visivelmente em melhor estado do que em sua demo pré-lançamento. O jogo funciona bem em muitas placas de vídeo e não apresenta problemas de travamento; para um título de Unreal Engine 5, isso é uma surpresa agradável. No entanto, usuários AMD terão de esperar que a AMD lance o plugin FSR para UE5.8. Usuários NVIDIA podem usar DLSS 4.5 para elevar ainda mais o desempenho; em um jogo com Lumen, ativar essa tecnologia já é recomendável.

Em resumo: se você tem uma placa no nível da RTX 3080, pode jogar tranquilamente em 1080p e, em 1440p, com configurações mais cuidadosas. Para quem mira 4K, placas NVIDIA de nova geração com suporte a DLSS são atualmente a opção mais segura; do lado AMD, é preciso esperar o FSR chegar ou reduzir a resolução. A questão dos artefatos visuais e das configurações bloqueadas permanece como tópicos que precisam ser resolvidos em atualizações futuras ou com mods. Ou seja, o jogo está tecnicamente jogável, mas ainda é cedo para dizer que é uma versão de PC impecável.

Fonte: DSOGaming - PC Performance

NE
Editör
The Nedese editorial team covers competitive gaming guides, patch notes, and strategy breakdowns across all major titles. With over 15 years of coverage, our writers combine deep game knowledge with practical in-match experience.
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